Autômato e outras estórias:
Este meu
livro, lançado em 2005, reúne três contos, que juntos, mostram, de forma
metafórica, como se dá a evolução do Processo de Amadurecimento
Asperger ;são estórias de ficção do gênero Drama Psicológico ,com personagens com características altamente autísticas.
São elas:
O Autômato: Auto é um autômato, ou seja, um tipo de robôzinho, que vive
num labirinto de mármore, na penumbra,onde quase não entra luz e mais
parece um mausoléu, pois seus corredores são repletos de gavetas que
escondem seus moradores, criaturas estranhas e kafkanianas criadas pelo
Criador, um boneco de couro preto gigantesco, com olhos vermelhos, e
entre estas criaturas misteriosas está Auto.
Auto teve suas pernas
arrancadas pelo Criador há muito tempo atrás, e um dia resolve ir atrás
de suas pernas e recuperá-las, mas para isto ele terá de enfrentar o
poderoso Criador.A metáfora em relação ao Autismo , o simbolismo desta
trama, está no foco de procurar mostrar, através desta estória, como se
dá o relacionamento entre o autista e seus pais, e a busca do autista em
conseguir sua liberdade e autonomia(suas pernas) e suas tentativas de
entender seus pais e também de ver e entender o mundo.
Consciência
de Viver:Um garoto é rejeitado e abandonado pela própria família,
encarcerado numa enorme casa velha, e lá fica sozinho e isolado do mundo
por trinta anos.Durante este tempo, ele precisa conviver consigo mesmo e
procurar entender a si mesmo, sozinho, lidando com a solidão.O nome do
rapaz é "Ele".Logo ele ganha a compania de um esqueleto de cavalo que
anda nas pernas traseiras e tem órbitas vermelhas,o Espectro, e o
persegue pela casa, assustando-o sem parar.O Ele logo descobre que, se
quiser sair daquela casa e conhecer o que existe além da casa, lá fora,o
Mundo Exterior,tem de enfrentar o Espectro primeiro e
vencê-lo.Novamente aqui a analogia como Autismo e a Asperger é forte:O
Ele, claro, representa o autista,a casa, seu Mundo Interno de Fantasia, e
o Espectro,a consciência do Autista, ou seja, seu Juiz Interior que o
faz se auto reprimir.E o mundo exterior, a Realidade.
Sensibilidade
de Viver:Lune Tamassuki é uma garota adolescente que cresceu solitária
,vivendo em seu Mundo Interno de Fantasia, que é a Filosofia e seus
pensadores,vive em Osaka, no Japão, e seu hobby é passear a pé pela
cidade, observando e criticando a Sociedade e o comportamento das
pessoas.Até que um dia, um colega de escola,Takeo, se apaixona por ela e
a pede em namoro.Ela primeiro o recusa, mas depois acaba por
aceitá-lo.E é aí que começa sua jornada por um mundo até então
desconhecido para ela:o lado bom da Realidade, o lado do Amor, dos
sentimentos, da sensibilidade, pois até então ela era absolutamente
racional,e tentava explicar o mundo para si mesma apenas com esta visão
incompleta da Realidade, e por incompleta,se pode deduzir fantasiosa,
pois ela tenta explicar os sentimentos e emoções humanas com
racionalismos.
Takeo a leva para conhecer este mundo novo, o outro
lado bom da Realidade, e irá tentar guiá-la para o caminho do
amadurecimento através do aprendizado de Amar, e ele pensa que se ela
aprender a amar, conseguirá sua sociabilidade e se inserir na sociedade
ao invés de ficar 'a margem dela.
Mais uma vez a analogia com o
autismo está presente: uma vez já mais maduro pelas experiências vistas
nas outras duas estórias, o autista agora precisa conhecer o lado bom da
Realidade para estar preparado para saber lidar bem com ambos os lados
da Mente e da Vida, ou seja Realidade e Fantasia,se incluir na
Sociedade, se tornar sociável e produtivo.
Ainda possuo um pequeno
estoque do livro "Autômato e Outras Estórias", o qual, a partir de
agora, estou disponibilizando para venda.Quem estiver interessado (a)em
adquirir seu exemplar,basta mandar para mim uma mensagem inbox com os
dado pessoais, que responderei com os meus dados postais , e o valor do
frete, e mandarei o livro pelos correios.O valor do livro éR$30,00.
Cristiano Camargo
Proposta do Blog
"Tudo é impossível até que seja tentado!"
Esta frase é a que tem orientado a minha vida há
muitos anos e que acredito resumir muito
bem o espírito Asperger. A partir de agora, o (a) leitor(a) vai fazer comigo
uma intensa viagem ao mundo da Mente Asperger e seu funcionamento interno e
visão de mundo, minha vida ,minhas teorias sobre esta Síndrome(que em muita
coisa acredito aplicar-se também ao Autismo Clássico) e meu convívio com outros
Aspies.Como se sabe nos meios
científicos, a Síndrome de Asperger faz parte do Autismo, mas é considerada por
eles uma variação mais leve,parecida com o que chamam de Autismo de Alto
Desempenho.O porquê do título deste blog o (a) leitor(a) saberá ao longo dos tópicos e postagens que aqui serão inseridos com o tempo.
Desde já aviso, no entanto, que , embora não se
possa afirmar com exatidão e responsabilidade de que estas minhas idéias e teorias se apliquem a todos os Aspergers e
demais autistas,são aplicáveis sim a um grande número de casos.
Explico: A Síndrome de Asperger tem características
e manifestações com grande variedade de graus e diferenças muito pessoais entre
si, cada caso é um caso específico, e poucas são realmente universais.Uma
expressão que usarei muito aqui e que pode gerar dúvidas é “Neurotípico”,o
significado dela é o de pessoas que não são portadoras de Síndrome de Asperger,
nem são Autistas.Aqui também irei postar , além
de textos com minhas teorias e idéias sobre a Síndrome, também
apresentarei e comentarei notícias , vídeos e reportagens de televisão
sobre Asperger que coletarei da net,com críticas quando
necessárias.Igualmente o projeto abrange orientações a mães de Asperger
e sugestões a Terapeutas.Penso também na possibilidade de, de vez em
quando entrevistar um(a) terapeuta e/ou profissional de inclusão e
também outros aspies.
Isto dito, desejo aos leitores e às leitoras uma boa
leitura!
Cristiano Camargo
48 anos
Divorciado
Portador de Síndrome de Asperger, que superou as "limitações" de sua síndrome, tanto sociais como neurológicas, sozinho, sem remédios nem tratamentos,por opção consciente.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Novo artigo sobre autismo no The New York Times
"...Novo Estudo científico aponta que Autistas podem superar os seus sintomas:
Por Benedict Carey
Os terapeutas há muito acreditam que as deficiências dos transtornos autistas podem durar uma vida, mas um novo estudo descobriu que algumas crianças que apresentam os sintomas clássicos do transtorno conseguiram se recuperar completamente.
O estudo, publicado online na quarta-feira pelo Jornal de Psicologia e Psiquiatria Infantil, é o maior até à data, de tais casos extraordinários e provavelmente alterarão a maneira que os cientistas e os pais pensam e falam sobre autismo, disseram especialistas.
Pesquisadores na quarta-feira advertiram contra falsas esperanças. Os resultados sugerem que o espectro de autismo chamada contém um grupo pequeno, mas significativo ,que fazem grandes melhorias com terapia comportamental por razões ainda desconhecidas, que talvez sejam biológicas, mas que , no entanto,a maioria das crianças mostram ganhos muito menores. Os médicos não têm como prever quais as crianças que vão evoluir com os melhores resultados.
Os pesquisadores já sabiam que entre 1 e 20 por cento das crianças que receberam um diagnóstico de autismo não se qualificam mais para um diagnóstico de autismo alguns anos mais tarde. Eles suspeitaram que na maioria dos casos, o diagnóstico estava errado, a taxa de diagnóstico de autismo foi inflacionada nas últimas duas décadas, e algumas pesquisas sugerem que o diagnóstico de autismo foi aplicado através de uma interpretação mais livre dos sintomas,sem precisão científica.
O novo estudo deve colocar um pouco deste cepticismo para descansar e em desuso.
"Este é o primeiro estudo científico sólido para abordar esta questão da possível recuperação , e eu acho que tem grandes implicações", disse Sally Ozonoff do MIND Institute, da Universidade da Califórnia, e Davis, que não estava envolvido na pesquisa, declarou:"Eu sei que muitos de nós, como preferem ter seu dente arrancado do que usar a palavra 'recuperar', que antes era tão anticientífico. Agora nós podemos usá-lo, embora eu acho que nós precisamos salientar que é raro. "
Ela e outros especialistas disseram que as descobertas apóiam fortemente o valor do diagnóstico precoce e tratamento.
No estudo, uma equipe liderada por Deborah Fein, da Universidade de Connecticut, em Storrs, recrutou 34 pessoas que tinham sido diagnosticadas antes da idade de 5 anos e já não tinham mais quaisquer sintomas. Eles variaram idade entre 8 a 21 anos e no início de seu desenvolvimento estavam numa faixa mais severa (comprometida) do que a média do espectro do autismo. A equipe realizou testes extensivos próprios, incluindo entrevistas com os pais, e em alguns casos, para medir atuais habilidades sociais e de comunicação.
O debate sobre se a recuperação é possível tem acontecido há décadas e atingiu o pico em 1987, quando o pioneiro pesquisador do autismo, O. Ivar Lovaas ,relatou que 47 por cento das crianças com o diagnóstico mostrou total recuperação após passar por uma terapia ele tinha concebido. Esta terapia, uma abordagem comportamental em que incrementa as habilidades aprendidas para ganhar pequenas recompensas, é a base para a abordagem mais eficaz utilizada hoje, porém, muitos pesquisadores continuam céticos e questionam sua definição de recuperação.
A Dra.Fein e sua equipe usaram medidas padronizadas,largamente utilizadas em pesquisas, e não encontraram diferenças entre o grupo de 34 pessoas anteriormente diagnosticados e um grupo de 34 indivíduos controle enquadrados nos sintomas do autismo,mas que nunca tinham tido um diagnóstico.
"Eles já não se enquadram mais nas exigências para o diagnóstico de autismo", disse Fein, cujos co-autores incluem pesquisadores da Queens University em Kingston, Ontário; Children´s Hospital da Filadélfia, o Institute of Living em Hartford, e da Children Mind Institute, em Nova York. "Quero salientar aos pais que é uma minoria de crianças que são capazes de fazer isso, e ninguém deve pensar que de alguma forma perdeu o barco se não conseguir esta superação." disse a Dra. Fein.
Em medidas de habilidades sociais e de comunicação, o grupo recuperado marcou significativamente melhor do que 44 pares que tinham um diagnóstico de alto funcionamento autismo ou síndrome de Asperger.
Dra. Fein enfatizou a importância da terapia comportamental. "Essas pessoas não apenas crescem fora de seu autismo", disse ela. "Eu tenho sido o tratamento de crianças por 40 anos e nunca vi melhorias como este, a menos que os terapeutas e os pais dediquem anos de trabalho para isto."
A equipe planeja novas pesquisas para saber mais sobre aqueles que são capazes de se recuperar. Ninguém sabe quais os ingredientes ou terapias são mais eficazes, se houver, ou se há padrões de comportamento ou de marcadores biológicos que prevêem tal sucesso.
"Algumas crianças que se tornaram bastante bem independente como adultos, mas tem significativa ansiedade e depressão e são, por vezes suicida," disse o Dr. Fred Volkmar, diretor do Centro de Estudos da Criança da Universidade de Yale School of Medicine. Não existem estudos desse grupo, disse ele.
Que, por causa do novo estudo, está prestes a mudar..."
Cristiano Camargo
Por Benedict Carey
Os terapeutas há muito acreditam que as deficiências dos transtornos autistas podem durar uma vida, mas um novo estudo descobriu que algumas crianças que apresentam os sintomas clássicos do transtorno conseguiram se recuperar completamente.
O estudo, publicado online na quarta-feira pelo Jornal de Psicologia e Psiquiatria Infantil, é o maior até à data, de tais casos extraordinários e provavelmente alterarão a maneira que os cientistas e os pais pensam e falam sobre autismo, disseram especialistas.
Pesquisadores na quarta-feira advertiram contra falsas esperanças. Os resultados sugerem que o espectro de autismo chamada contém um grupo pequeno, mas significativo ,que fazem grandes melhorias com terapia comportamental por razões ainda desconhecidas, que talvez sejam biológicas, mas que , no entanto,a maioria das crianças mostram ganhos muito menores. Os médicos não têm como prever quais as crianças que vão evoluir com os melhores resultados.
Os pesquisadores já sabiam que entre 1 e 20 por cento das crianças que receberam um diagnóstico de autismo não se qualificam mais para um diagnóstico de autismo alguns anos mais tarde. Eles suspeitaram que na maioria dos casos, o diagnóstico estava errado, a taxa de diagnóstico de autismo foi inflacionada nas últimas duas décadas, e algumas pesquisas sugerem que o diagnóstico de autismo foi aplicado através de uma interpretação mais livre dos sintomas,sem precisão científica.
O novo estudo deve colocar um pouco deste cepticismo para descansar e em desuso.
"Este é o primeiro estudo científico sólido para abordar esta questão da possível recuperação , e eu acho que tem grandes implicações", disse Sally Ozonoff do MIND Institute, da Universidade da Califórnia, e Davis, que não estava envolvido na pesquisa, declarou:"Eu sei que muitos de nós, como preferem ter seu dente arrancado do que usar a palavra 'recuperar', que antes era tão anticientífico. Agora nós podemos usá-lo, embora eu acho que nós precisamos salientar que é raro. "
Ela e outros especialistas disseram que as descobertas apóiam fortemente o valor do diagnóstico precoce e tratamento.
No estudo, uma equipe liderada por Deborah Fein, da Universidade de Connecticut, em Storrs, recrutou 34 pessoas que tinham sido diagnosticadas antes da idade de 5 anos e já não tinham mais quaisquer sintomas. Eles variaram idade entre 8 a 21 anos e no início de seu desenvolvimento estavam numa faixa mais severa (comprometida) do que a média do espectro do autismo. A equipe realizou testes extensivos próprios, incluindo entrevistas com os pais, e em alguns casos, para medir atuais habilidades sociais e de comunicação.
O debate sobre se a recuperação é possível tem acontecido há décadas e atingiu o pico em 1987, quando o pioneiro pesquisador do autismo, O. Ivar Lovaas ,relatou que 47 por cento das crianças com o diagnóstico mostrou total recuperação após passar por uma terapia ele tinha concebido. Esta terapia, uma abordagem comportamental em que incrementa as habilidades aprendidas para ganhar pequenas recompensas, é a base para a abordagem mais eficaz utilizada hoje, porém, muitos pesquisadores continuam céticos e questionam sua definição de recuperação.
A Dra.Fein e sua equipe usaram medidas padronizadas,largamente utilizadas em pesquisas, e não encontraram diferenças entre o grupo de 34 pessoas anteriormente diagnosticados e um grupo de 34 indivíduos controle enquadrados nos sintomas do autismo,mas que nunca tinham tido um diagnóstico.
"Eles já não se enquadram mais nas exigências para o diagnóstico de autismo", disse Fein, cujos co-autores incluem pesquisadores da Queens University em Kingston, Ontário; Children´s Hospital da Filadélfia, o Institute of Living em Hartford, e da Children Mind Institute, em Nova York. "Quero salientar aos pais que é uma minoria de crianças que são capazes de fazer isso, e ninguém deve pensar que de alguma forma perdeu o barco se não conseguir esta superação." disse a Dra. Fein.
Em medidas de habilidades sociais e de comunicação, o grupo recuperado marcou significativamente melhor do que 44 pares que tinham um diagnóstico de alto funcionamento autismo ou síndrome de Asperger.
Dra. Fein enfatizou a importância da terapia comportamental. "Essas pessoas não apenas crescem fora de seu autismo", disse ela. "Eu tenho sido o tratamento de crianças por 40 anos e nunca vi melhorias como este, a menos que os terapeutas e os pais dediquem anos de trabalho para isto."
A equipe planeja novas pesquisas para saber mais sobre aqueles que são capazes de se recuperar. Ninguém sabe quais os ingredientes ou terapias são mais eficazes, se houver, ou se há padrões de comportamento ou de marcadores biológicos que prevêem tal sucesso.
"Algumas crianças que se tornaram bastante bem independente como adultos, mas tem significativa ansiedade e depressão e são, por vezes suicida," disse o Dr. Fred Volkmar, diretor do Centro de Estudos da Criança da Universidade de Yale School of Medicine. Não existem estudos desse grupo, disse ele.
Que, por causa do novo estudo, está prestes a mudar..."
Cristiano Camargo
Diagnóstico não é Sentença Judicial
Muita gente por aí , mal informada,pensa no
Autismo e na Asperger como se elas fossem uma sentença de morte, uma
sentença judicial fixa para o resto da vida,pois acham que o
Autismo/Asperger sejam coisas fixas, imutáveis,perenes, para sempre, e acham que os autistas/Aspergers, não evoluem, não amadurecem, não superam e ficarão eternamente sempre do mesmo jeito.
E quem é bem informado, sabe que isto NÃO é verdade de jeito nenhum!
Estas pessoas mal informadas precisam parar de ver o Autismo e a Asperger como se fossem sentenças judiciais de morte ou prisão perpétua,e parar de ver os Psicólogos, Psiquiatras e demais terapeutas do ramo, como se fossem Juízes de um tribunal, Juízes da Sociedade, que determinam quem seja mentalmente são e quem seja mentalmente doente,e que colocam um rótulo na testa de seus pacientes escrito"doente mental".Inclusive porque a função dos terapeutas não é julgar ninguém, e sim diagnosticar e tratar.Tenho certeza de que não é assim que eles querem ser vistos pela Sociedade, inclusive por isto envolvê-los numa responsabilidade gigantesca, que sequer é função deles exercer.Na verdade acho isto um desrespeito tanto para com os pacientes e suas famílias , como para com os próprios terapeutas.
Eu penso que as pessoas desinformadas , especialmente aquelas que tem alguém autista/Asperger na família,precisam parar de pensar deste jeito,e parar de julgar as outras pessoas baseando-se simplesmente em seus diagnósticos, e deveriam tentar se informar melhor , parar de tanto drama ,reclamações e choradeira,e lutar corajosamente , junto com seus filhos, parentes autistas /Aspergers,para, como uma equipe, ajudá-los a lutar para que eles superem,evoluam, amadureçam, tanto socialmente, como produtivamente, e neurológicamente,cuidando deles com carinho e amor,vendo o Autismo/Asperger não como uma senteça judicial de morte social, mas como uma bênção e um privilégio!
É com grande alegria, no entanto, que tenho constatado todos os dias,tantas mães e pais, irmãos e irmãs, parentes enfim, bem informados(as) e guerreiros(as) que se dedicam tanto e com tanto esforço, tanta luta, para o bem deles, cada vez mais deles(delas) aparecendo sem parar, mostrando suas lutas inspiradoras e comoventes, em suas lutas diárias, e alcançando vitórias e superações que muita gente descrente e céptica não achavam que seriam possíveis, mas quando a gente se dedica com amor e empenho a uma causa querida, o impossivel sempre acontece !
Eu gostaria muito que as pessoas desinformadas, e as preconceituosas, vissem nestas mães, pais, irmãos,etc, como grandes exemplos a seguir e ir 'a luta por seus entes queridos e ter esperança,ao verem que diagnóstico não é sentença,não é um drama,mas o início de uma luta gratificante que lhes dará muita alegria no futuro,que diagnóstico não é a pena de um tribunal, nem o bater do martelo de um juiz,mas sim um presente abençoado e especial que a Vida lhes deu, para dar valor e glória 'as suas vidas, e ver, enfim que, ao contrário do que elas pensavam,tudo, absolutamente tudo é impossível...até que seja tentado !
Cristiano Camargo
E quem é bem informado, sabe que isto NÃO é verdade de jeito nenhum!
Estas pessoas mal informadas precisam parar de ver o Autismo e a Asperger como se fossem sentenças judiciais de morte ou prisão perpétua,e parar de ver os Psicólogos, Psiquiatras e demais terapeutas do ramo, como se fossem Juízes de um tribunal, Juízes da Sociedade, que determinam quem seja mentalmente são e quem seja mentalmente doente,e que colocam um rótulo na testa de seus pacientes escrito"doente mental".Inclusive porque a função dos terapeutas não é julgar ninguém, e sim diagnosticar e tratar.Tenho certeza de que não é assim que eles querem ser vistos pela Sociedade, inclusive por isto envolvê-los numa responsabilidade gigantesca, que sequer é função deles exercer.Na verdade acho isto um desrespeito tanto para com os pacientes e suas famílias , como para com os próprios terapeutas.
Eu penso que as pessoas desinformadas , especialmente aquelas que tem alguém autista/Asperger na família,precisam parar de pensar deste jeito,e parar de julgar as outras pessoas baseando-se simplesmente em seus diagnósticos, e deveriam tentar se informar melhor , parar de tanto drama ,reclamações e choradeira,e lutar corajosamente , junto com seus filhos, parentes autistas /Aspergers,para, como uma equipe, ajudá-los a lutar para que eles superem,evoluam, amadureçam, tanto socialmente, como produtivamente, e neurológicamente,cuidando deles com carinho e amor,vendo o Autismo/Asperger não como uma senteça judicial de morte social, mas como uma bênção e um privilégio!
É com grande alegria, no entanto, que tenho constatado todos os dias,tantas mães e pais, irmãos e irmãs, parentes enfim, bem informados(as) e guerreiros(as) que se dedicam tanto e com tanto esforço, tanta luta, para o bem deles, cada vez mais deles(delas) aparecendo sem parar, mostrando suas lutas inspiradoras e comoventes, em suas lutas diárias, e alcançando vitórias e superações que muita gente descrente e céptica não achavam que seriam possíveis, mas quando a gente se dedica com amor e empenho a uma causa querida, o impossivel sempre acontece !
Eu gostaria muito que as pessoas desinformadas, e as preconceituosas, vissem nestas mães, pais, irmãos,etc, como grandes exemplos a seguir e ir 'a luta por seus entes queridos e ter esperança,ao verem que diagnóstico não é sentença,não é um drama,mas o início de uma luta gratificante que lhes dará muita alegria no futuro,que diagnóstico não é a pena de um tribunal, nem o bater do martelo de um juiz,mas sim um presente abençoado e especial que a Vida lhes deu, para dar valor e glória 'as suas vidas, e ver, enfim que, ao contrário do que elas pensavam,tudo, absolutamente tudo é impossível...até que seja tentado !
Cristiano Camargo
sábado, 1 de setembro de 2012
Inclusão e Auto Inclusão
Você é um(a) Asperger adulto e se sente excluído socialmente?
Vai esperar que o governo o inclua, sabe-se lá quando?
Leis inclusivas estão no momento na batalha por sua aprovação
definitiva, mas isto ainda pode demorar a chegar até nós um certo tempo
ainda.
Já ouvi falar de auto -inclusão?
Auto-inclusão é atitude, é tomar uma atitude positiva perante a vida!
Dizer "eu não consigo", "os outros não me aceitam",ou ainda ficar deprimido(a), chorar, nada disto adianta nem trz soluções.
O negócio, meus amigos e minhas amigas, é enfrentar-se a si mesmo e
enfrentar os outros,batalhando, trabalhando duro e "forçando" no bom
sentido, as pessoas a te respeitarem.
Inclusão não é um favor que o
Governo faz para a gente, nem temos de pedir humildemente para a
Sociedade para nos deixar entrar pela porta do fundo.
Tudo o que é conquistado tem de ser merecido, nada é de graça ou de favor.
Temos de nos impor perante a Sociedade, impor o respeito, provar nosso valor e provocar admiração.
Eu sempre me auto- incluí na minha vida. Quando a turma da época da
minha pré-adolescência veio com bullying para cima de mim, eu fiz
halterofilismo e me impus, e passaram a me respeitar.
Quando eu quis
arranjar namorada, eu lutei para vencer a timidez e criei um personagem
para mim, e enfrentei as situações, me virei, e hoje já fui até casado.
Eu batalhei minha sociabilidade virtual na internet desde os tempos do
Orkut e me incluí na turma do Portal Mercedes, e hoje conquistei uma
pequena popularidade e simpatia das pessoas neste ambiente virtual
chamado internet.
Tudo isto são exemplos de atitudes de auto inclusão.
Não é necessário que tentem seguir os meus passos, mas procurem criar
seus próprios, lutem por sua liberdade, indempendência, autonomia, como
diria aquela canção inesquecível dos anos sessenta:quem sabe faz a hora ,
não espera acontecer!
Se todos nós formos auto inclusivos, vamos
mostrar que nossa inclusão na sociedade não é um favor, uma mendicãncia
de um coitadinho, mas que estamos exigindo com estas leis o que é nosso,
o que é justo, nosso merecido valor,mostrando que com estas leis, que
serão aprovadas com nossa luta conjunta de aspies ,mães e profissionais
da área,nós não apenas temos direito a elas, mas as merecemos e assim , a
Sociedade reconhecerá nosso valor,adentrando a Sociedade de cabeça
erguida, olhando a todos de igual para igual, entraremos abrilhantados
pela admiração das pessoas que um dia fecharam as portas da sociedade na
nossa cara!
O negócio, meus amigos e minhas amigas, é enfrentar-se a si mesmo e enfrentar os outros,batalhando, trabalhando duro e "forçando" no bom sentido, as pessoas a te respeitarem.
Inclusão não é um favor que o Governo faz para a gente, nem temos de pedir humildemente para a Sociedade para nos deixar entrar pela porta do fundo.
Tudo o que é conquistado tem de ser merecido, nada é de graça ou de favor.
Temos de nos impor perante a Sociedade, impor o respeito, provar nosso valor e provocar admiração.
Eu sempre me auto- incluí na minha vida. Quando a turma da época da minha pré-adolescência veio com bullying para cima de mim, eu fiz halterofilismo e me impus, e passaram a me respeitar.
Quando eu quis arranjar namorada, eu lutei para vencer a timidez e criei um personagem para mim, e enfrentei as situações, me virei, e hoje já fui até casado. Eu batalhei minha sociabilidade virtual na internet desde os tempos do Orkut e me incluí na turma do Portal Mercedes, e hoje conquistei uma pequena popularidade e simpatia das pessoas neste ambiente virtual chamado internet.
Tudo isto são exemplos de atitudes de auto inclusão.
Não é necessário que tentem seguir os meus passos, mas procurem criar seus próprios, lutem por sua liberdade, indempendência, autonomia, como diria aquela canção inesquecível dos anos sessenta:quem sabe faz a hora , não espera acontecer!
Se todos nós formos auto inclusivos, vamos mostrar que nossa inclusão na sociedade não é um favor, uma mendicãncia de um coitadinho, mas que estamos exigindo com estas leis o que é nosso, o que é justo, nosso merecido valor,mostrando que com estas leis, que serão aprovadas com nossa luta conjunta de aspies ,mães e profissionais da área,nós não apenas temos direito a elas, mas as merecemos e assim , a Sociedade reconhecerá nosso valor,adentrando a Sociedade de cabeça erguida, olhando a todos de igual para igual, entraremos abrilhantados pela admiração das pessoas que um dia fecharam as portas da sociedade na nossa cara!
sábado, 25 de agosto de 2012
Capa do livro
Já está pronta a capa definitiva e oficial do meu novo livro Autista com Muito Orgulho-A Síndrome vista pelo lado de dentro!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Relação entre Inteligência e Qualidade Inclusão em crianças Asperger
Citando
um artigo da Psicopedagogia Socorro , postada minha cara amiga Ana Paula
Pacheco:
“O
conhecimento enciclopédico da criança pode ser bastante assinalável e ela pode ser
vista como um pequeno professor, ansiosa por ler tudo acerca do interesse, por
colocar questões sobre o temo aos adultos e por instruir os seus pares acerca
do interesse (mais parecendo um professor do que um colega). Podem ficar com a
impressão de que a criança é um potencial gênio, mas os professores notam que
,muito embora o tempo de atenção e capacidade de atenção pelo detalhe sejam
impressionantes quando a criança está concentrada no seu interesse especial,
essa motivação,essa atenção e essa capacidade estão claramente ausente quando a
criança está envolvida em outra atividade acadêmica, sobretudo aquelas que
interessam aos seus pares. O foco de interesse muda invariavelmente, mas na
altura determinada pela criança, e é substituída por um novo interesse, também
da escolha da criança, não dos pais.”
Vamos procurar
interpretar isto:
A criança aspie,tem,
como todas as pessoas, imenso prazer em falar dos assuntos que gosta e domina.É
algo natural de todas as pessoas, sejam aspies ou neurotípicas, de ter prazer
em discorrer sobre o que gosta.
Devido ‘a sua mente
complexa e sofisticada, muitas vezes anos ‘a frente de outras crianças, a
criança Asperger tem como diferença em relação ‘as outras o gosto pelo
detalhe,a análise minuciosa, algo de que outras crianças não compartilham e nem
mesmo muitos adultos neurotípicos, em seu imediatismo egoísta e neurótico
advindo do stress do dia a dia, não tem paciência.
Isto, os pesquisadores
dizem, dificulta a sociabilidade da criança aspie, mas...é a criança aspie a
culpada?
É um defeito ela ser
mais inteligente do que as outras ?
Oras, ela não está
demonstrando sua inteligência para se mostrar, para se gabar, é algo natural
dela,algo diria mesmo inconsciente.Ao expor o assunto, este flui como um rio
que deságua numa cachoeira, e é ao irresistível quanto a própria
cachoeira,impossível parar as águas que caem!
Ela não faz por que
quer, por egoísmo, autocentrismo, por falta de noção das outras, para dominar a
conversa ou as outras crianças,faz porque sai naturalmente e ela é assim
mesmo.E deve ser assim e não se deve tentar controlar ou conter isto, ou poderá
causar angústia, depressão e rejeição,pois ela irá se sentir como se estivesse
recebendo uma mordaça na frente de todos,por não poder se expressar livremente.
O que é necessário é
sim uma reeducação das crianças que convivem com ela para tolerar esta
diferença dela,inclusive porque é bem educado não interromper as outras pessoas
enquanto estão falando e isto deve ser respeitado.
As pessoas tem a
tendência de achar que aspies não se tocam que outras pessoas querem ou
precisam falar também, que não tem noção
do outro, que não conseguem se colocar no lugar do outro.
Isto não ó não é
verdade como não tem nada a ver, neste caso, uma coisa com a outra.
O Asperger fala com
prazer do que gosta e domina, e se sente seguro falando de conhecimentos que
domina bem.Por isto mesmo se cala quando o assunto da conversa é algo que ele
não domina,não só por insegurança, mas para não cometer gafes e erros, pois ele
sempre acha que precisa passar aos outros uma imagem positiva de si mesmo, e
cobra-se a si mesmo não cometer erros, especialmente na frente dos outros.
E como disse antes,
isto é algo inconsciente,sua mente está super concentrada organizando metódicamente
o assunto, ajustando o raciocínio para a velocidade com que se fala, seguindo
uma hierarquia organizacional de pensamento complexa e sofisticada dentro de
sua própria burocracia,necessária para um raciocínio tão complexo,para poder
dar atenção a como as outras pessoas estão se sentindo no momento,sua mente
está ocupada demais com algo que um neurotípico seria claramente incapaz de
lidar, tal o volume de informações sendo processado em altíssima velocidade,
muito maior do que um neurotípico lida no seu dia a dia , especialmente para
falar.
Este processo
congnitivo superior não pode ser parado de repente, ou todo o trabalho mental é
perdido, necessita ser todo acessado e reorganizado tudo de novo, o que leva
tempo.
É como o disco rígido
de um computador, que tem que acessar as informações aleatóriamente e
colocá-las numa determinada ordem e necessita de alocar não só a memória RAM
neurotípica, mas também recorrer ao disco rígido, pois as informações
ultrapassam o limite da memória RAM.
Mas o Asperger sabe bem
que existem outras pessoas querendo ou precisando falar, mas sabe também que
não há como parar enquanto não expor o assunto completo, ou (ele acha e
geralmente costuma estar certo) as pessoas não conseguirão e poderão
interpretar mal ou errôneamente o que ele quis dizer.
E como está
demasiadamente ocupado processando suas informações, ele se vê obrigado a
deixar suas impressões dos outros de lado temporáriamente.
Claro que isto causa a
ele também mal estar, pois percebe claramente que as pessoas estão aborrecidas,
irritadas ou entediadas com sua
explanação,e isto pode inclusive prejudicar seu raciocínio em sua organização e
diminuir a taxa de transferência
pensamento/fala, alongando considerávelmente o já prolongado tempo de exposição
de suas ideias, pois traz angústias e ansiedades e pressões internas de
repentinas necessidades de síntese da exposição, além do sentimento de culpa,o
que complica ainda mais a organização já complexa de seu pensamento.
Só que, se as pessoas
não sabiam de nada disto, não cabe culpa a nenhum dos lados esta “dificuldade
de sociabilização”.Esta característica aspie não é um defeito causador de
insocialização,mas é algo que demora a ser superado, pois necessita de um longo
auto treinamento consciente para uma adaptação e só vem quando o aspie atinge o
terceiro e último estágio do Processo de Maturidade Asperger.
Enquanto isto não
acontece, são as outras pessoas que tem de se adaptar a ele, e tolerar e
aceitar as diferenças, pois uma característica tão arraigada e inconsciente,
por sua natureza é algo demorado e difícil de modificar.
Isto posto, vamos à
questão da exclusividade de interesses do Aspie em detrimento do interesse
coletivo.
Todos nós, aspies e
neurotípicos, temos nossos assuntos favoritos e muitas vezes exclusivos, que
não interessam à outras pessoas.Ninguém é obrigado a gostar, ou pior ainda, só
gostar, de assuntos que a maioria parece gostar, como, por exemplo ,futebol.
Mesmo assim, a
ocorrência de fanatismos, como o futebolístico ou religioso , é comum nos
neurotípicos, ultrapassando muitas vezes o limite do razoável e do
sadio,tornando-se uma neurose obcessiva -compulsiva grave, o que não costuma
acontecer com aspies.
Agora, considerar que
uma criança seja aspie porque todas as outras da classe adoram futebol e ela
não gosta, e prefere falar de dinossauros, por exemplo,seja insociável e ter
dificuldade de sociabilização por isto, considerar ela doente e as outras
sadias por causa disto, ou ainda pior, dizer que o gosto dela por dinossauros a
faz ser insociável, dificulta sua
sociabilidade, e que ela gostar de um assunto diferente das outras faz com que
ela seja classificada como “portadora de distúrbio de desenvolvimento”, aí,
convenhamos, não apenas é injusto e preconceituoso para com a criança aspie,
como é errôneo, totalmente fora da realidade!
A criança aspies, como
todas as outras, não é obrigada a gostar de futebol só porque todas as outras
gostam, e exigir e forçar que ela passe a gostar de futebol, ou qualquer outro
assunto,por assim dizer, “de interesse público”,só para se sociabilizar não
apenas é injusto como errado.Sociabilizar-se não significa uma pessoa se anular
a si mesma ou ter de deixar de ser quem é para ser o que as outras pessoas
querem que ela seja.E outra, a gente se sociabiliza com quem a gente gosta e
com quem se identifica conosco, então, tentar sociabilizar uma criança aspie
com outras que não tem nada a ver com ela,que tem interesses diversos,ou pior
ainda, com crianças que estão sendo forçadas a aceitá-la à revelia, porque não
a querem no grupo, é estupidez e só pode levar ao fracasso, e leva a criança
aspie ao trauma,à rejeição e aprofunda seu isolamento.Ela deve ,se ela quiser,
se sociabilizar com quem ela escolher, com quem se identificar com ela.
Como aconteceu na minha
infância, que encontrei um amigo neurotípico que se identificou comigo, e esta
amizade perdura por mais de 37 anos, até hoje !
Então é preferível
poucos amigos verdadeiros, com amizades espontâneas, com pessoas que se
identificam entre si, do que tentar forçar uma criança a se sociabilizar com
outras que não tem nada a ver com ela e onde ela não será bemvinda.Assim como
as crianças neurotípicas não devem ser forçadas a aceitar o aspie na marra, o
aspie não pode ser obrigado a ser introduzido no grupo.O importante é ele
deixar procurar sozinho alguém que vai se identificar com ele e não ter pressa,
com o tempo ele acha,ao contrário do que muita gente pensa, isto não é
impossível.E não necessáriamente esta outra pessoa vai ser Asperger.
Aliás, como os aspies
tem interesses específicos e diferentes, este não são iguais entre si, então
não podemos nos iludir e tentar fazer uma roda de aspies achando que só porque
são aspies todos vão gostar de dinossauros.Uns vão gostar de dinossauros, outros
de astronáutica, outros de anime, outros de comportamento animal, outros de
trens, outros de avião e assim por diante.E crianças neurotípicas também,
embora tenham interesses comuns, outros interesses vão ser diferentes entre si.
Sem falar que, como os
neurotípicos, os Aspergers também não tem um interesse só em cada fase.Sempre
tem um dominante, mas tem outros interesses menores.Posso dar a mim mesmo como
exemplo.No momento estou na minha fase de gostar de animes japoneses, mas
também me interesso pelas coisas do coração, Asperger/Autismo,paleontologia,
comportamento animal, lobos e raposas,aviões, carros,Star Trek,Star Wars,ficção
científica em geral e por aí vai.
Então vamos tirar da
cabeça que a criança aspie tenha de se interessar por assuntos coletivos ou de
interesses de seus pais e/ou professores, para ser considerada “normal” ou de
que o fato de ela não gostar/se interessar destes /sobre estes assuntos
dificulta sua sociabilidade e a torna doente, ou que isto seja um “sintoma” a
ser tratado/curado.Nada disto. A criança aspie tem a sua própria
individualidade e sua diferença e estas devem ser respeitadas.
Ela não é obrigada a
gostar ou se interessar por nenhum assunto para se sociabilizar.Primeiro que é
direito dela se sociabilizar ou não, e ela se sociabiliza com quem quer, se
quiser e não com qualquer um, nem deve se sacrificar para tentar se colocar ela
junto com quem não a quer e ela não quer e que nada tem a ver com ela.
Não existem apenas
graus de sociabilidade, mas qualidade de sociabilidade.
Incluir socialmente não
é incluir com qualquer um indiscriminadamente. É incluir com qualidade, com
quem tem a ver com a gente, com quem a gente quer.Quem sabe quem é melhor para
a gente somos nós não os outros, não importa se os os outros são pais, professores
ou terapeutas.Quem decide com quem vamos nos relacionar deve ser nós, aspies e
mais ninguém, ninguém, absolutamente ninguém, nem mesmo nossos pais, tem o
direito de decidir por nós com quem sociabilizar, nem impor sociabilizar com
quem sabemos que não nos quer ou que nada tem a ver com a gente.É preciso
confiar e respeitar nossa própria autonomia.Não somos idiotas para precisarmos
de outras pessoas decidirem nossas vidas e nossos relacionamentos por nós,isto
é subestimar nossa inteligência.
Cristiano Camargo
Assinar:
Postagens (Atom)




